Imóvel em leilão tem preço até 85% menor do que o valor de mercado

20 Jan 2018

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A chance de comprar um imóvel com preços até 85% mais baixos do que os praticados no mercado torna os leilões públicos atrativos. Diante da oportunidade de fazer um bom negócio, o participante do leilão imobiliário precisa ficar atento para não cair em armadilhas como a obtenção de dívidas de condomínio e a demora na desocupação da residência adquirida.

 

Na Bahia, a Caixa Econômica Federal vai fazer o leilão de 87 imóveis, no dia 26 (14 horas), no Empresarial 2 de Julho, na Paralela; e o Bradesco tem 43 unidades disponíveis para lances virtuais. Em comum, os eventos oferecem condições especiais de pagamento. Na Caixa Econômica, o interessado pode financiar até 80% do valor da compra do imóvel em até 35 anos. Já o Bradesco oferece o desconto de 10% para pagamento à vista e parcelamento em até 48 meses.

 

Acrescida a facilidade de pagamento, a sedução dos descontos encontrados nos leilões, que têm imóveis com lances a partir de R$ 3 mil na capital e R$ 1,8 mil no interior, não permite ao participante deixar de tomar cuidados. No caso da Caixa, das 87 propriedades disponíveis, apenas duas estão desocupadas, cabendo ao comprador a desocupação das outras moradias, momento que pode trazer percalços.

 

“Na etapa de desocupação do imóvel, o aconselhável é que o comprador tente fazer um acordo amigável com o ocupante, a fim de evitar perder tempo com uma ação judicial de imissão de posse, que pode levar de 4 a 8 meses. Caso o método não funcione, é preciso que o arrematante entre imediatamente com a ação na Justiça, que visa a desocupação do local”, conta Rudival Júnior, leiloeiro do evento.

 

O leiloeiro tem como exemplo de acordo amigável o pagamento de aluguéis de moradia para a pessoa que vai deixar o imóvel, feito pelo comprador. Nesse caso, as condições precisam ser estabelecidas e fixadas em contrato.

 

Antes de bater o martelo

Para André Maia, advogado imobiliário, a espera pela resolução da ação judicial de posse pode ser ainda maior, de um a três anos, em média. O advogado reforça que o cuidado do arrematante não tem que ser apenas com o processo de desocupação.

“É fundamental visitar o imóvel, sempre que for viável. O participante precisa ter feito uma pesquisa para saber se existe alguma ação judicial do antigo proprietário, fato que pode causar até o cancelamento do leilão. Outra atitude importante é verificar se existem antigas dívidas de condomínio e IPTU, pois elas são transferidas para o comprador”, explica Maia.

 

A leitura do edital do leilão é outro aspecto relevante para quem vai oferecer lances. No documento que define as regras do evento da Caixa, por exemplo, consta que os imóveis serão entregues com os débitos de condomínio e IPTU quitados.

Segundo Cristina Trama, investidora de imóveis, na maior parte dos casos, os imóveis que não têm avaliação técnica e acumulam dívidas de condomínio e IPTU são os que não são arrematados em leilões.

 

“O arrematante precisa ter atenção para não adquirir um imóvel que tenha dívidas astronômicas, que não podem ser pagas por ele. Já evidenciei o caso de um imóvel que estava sendo vendido por R$ 250 mil e tinha R$ 600 mil em dívidas de condomínio e IPTU vencido”, conta Cristina.

 

O interessado deve realizar visitas para avaliar a condição estrutural do imóvel, reforça a investidora. Confira os imóveis que estão à venda nos leilões www.rjleiloes.com.br (Caixa) e www.bradesco.com.br (Bradesco)

 

*Sob supervisão da editora Cassandra Barteló

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